O que são Blobs binários e porque você deveria conhecer.

O que são Blobs binários e porque você deveria conhecer.

Blobs binarios

Antes de entendermos o que é Blobs binários, ou Binary Blobs, vamos entender o que são Blobs.

Conforme a Wikipédia “Um blob (do inglês: Binary Large OBject, basic large object, BLOB ou BLOb, que significa objeto grande binário ou objeto grande básico na tradução literal), é uma coleção de dados binários armazenados como uma única entidade em um sistema de gerenciamento de banco de dados. Blobs geralmente são objetos de imagem, áudio ou outro objetos multimedia, apesar de algumas vezes código binário executável ser armazenado como um blob. O suporte de blobs por bancos de dados não é universal.”

Ou seja, imagina um grande blocão binário. A grosso modo seria isso.

Bom, agora vem a parte boa da história, você alguma vez já se perguntou o porque dos Linux Embarcados Chineses as vezes ser tão bostas? Não que sejam ruins, mas tem placas que as vezes tem um hardware poderoso, mas não tem aceleração gráfica por hardware, não funciona como deveria, o OS não funciona bem.

Muitas pessoas torcem a cara quando falam de placas com SoC da AllWinner e você vai entender o porque da comunidade está se matando para conseguir fazer um Sistema Operacional 64 bits para a nova Raspberry Pi 3.

Tudo isso tem um culpado! Blobs Binários. Mas o que seriam Blobs Binários?

Blobs Binários – O terror da comunidade Open Source

Conforme a Wikipédia:

Binary Blob é um termo usado em certos projetos open source para descrever um código objeto para o qual não se disponibiliza o seu código-fonte. Em certos sistemas operacionais como o GNU/Linux e BSDs, o termo refere-se a drivers parciais ou completos de determinados dispositivos.

Tais blobs podem ser um ponto conflitante entre comunidades de software livre e/ou de código aberto e usuários comuns de sistemas operacionais, já que Blobs providenciam suporte para hardwares populares e ao mesmo tempo proíbem expressamente o direito de ler, modificar e redistribui-los e, portanto, de ter total controle do sistema operacional.”

Entendeu aqui qualé a encrenca? A empresa pode produzir uma placa Open-Source, como é o caso da Olimex, OpenRex, etc e encrencar nos Blobs do SoC. A Broadcom que embarca o Raspberry Pi, mantém muito bem guardado seus códigos, fazendo a galera da programação se foder para fazer engenharia reversa. E para quem já fez engenharia reversa de um Driver sabe que isso é coisa do capeta, imagina para um SoC.

Para um Engenheiro Eletrônico experiente, fazer um Linux Embarcado não é das tarefas mais difíceis, afinal, ele estudou para isso, se dedicou para isso. O que vai rodar nessa placa é que é o problema. É o que estamos vendo agora na PINE 64, uma placa poderosa, quad-core 64-bits com 2gb e mais lerda que um gordo tetudo correndo. A comunidade tá se matando pra fazer uma imagem que preste.

Antes de falar mal, ou comprar uma plaquinha, olhe qual SoC ela usa. Ou você tá fazendo um bom negócio, ou tá comprando um Embarcado de enfeite.

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Forte abraço e até o próximo embarcado.

 

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